segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Love Is All You Need
"Os shows de Paul McCartney no Brasil serão em novembro. Porto Alegre, dia 7, e São Paulo, 21, já garantidos. Os empresários J. Hawvilla (Traffic) e Luis Oscar Niemeyer (Planmusic) negociam uma exibição no Rio de Janeiro. Cada vez que subir ao palco aqui, McCartney embolsará US$ 2,5 milhões. Em Buenos Aires, ele se apresentará nos dias 14 e 15. O Chile e talvez o Peru completam a turnê na América do Sul."
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Conversação com a Morte
-Então, você é a Morte? - questionei em meio a um sussurro quase inaudível quando a figura alta e esguia parou ao meu lado. Os trajes negros a cobrindo da cabeça aos pés, como Hollywood exigia.
-Desde que ele me fez existir me chamam assim, mas na verdade eu sempre gostei de Joe.
-Engraçado, sempre achei que a Morte fosse uma mulher.
-Não sou. Também não sou homem. Apenas existo.
-Então você tem absolutamente nada embaixo desse manto?
-Depende.
-De que?
-Depende de você.
-Então você é o que eu quiser? Isso não faz muito sentido.
-Não, eu sou aquilo de que você tem medo.
-Eu não tenho medo de nada. Nunca tive. Nem mesmo de você.
-Então eu sou nada.
-Mais uma vez chegamos a conclusão de que você é apenas um manto preto flutuando.
-Talvez eu seja.
Um minuto se passou enquanto eu a observava. Tudo o que se ouvia era o barulho das máquinas ao meu redor apitando e minha respiração lenta. Ajeitei-me um pouco em meio leito, com um pouco de cuidado para não tirar a intravenosa de meu braço. Não que importasse muito, afinal eu estava prestes a morrer. Estranhamente nada perturbador.
-Me fale como é o lugar para onde vai me levar.
-Quente.
-Vou pro inferno?
-Não, pra Califórnia. O Purgatório fica la.
-Não sabia que a Morte tinha senso de humor.
-Pra onde você acha que vai?
-Faz diferença? Eu vou estar morto, não é como se eu pudesse me dar ao luxo de escolher.
-Então me diga o que você acha merecer.
-Quais são as minhas opções?
-Achei que você soubesse.
-Por que deveria?
-Por ser tão ridiculamente clichê. Céu e Inferno, você sabe.
-Então se eu fui um bom menino, vou pro céu, mas se eu matei algumas pessoas que mereciam vou pro Inferno.
-Algo assim.
Ri um pouco, me divertindo completamente com aquela situação. As coisas ao meu redor começavam a ficar embaçadas e o quarto branco a se tingir de cinza.
-Tenho que ter algum tipo de religião pra me salvar, então?
-Você não precisou de uma pra estar a beira da Morte.
-Achei que só quem acreditava em Deus ia pro céu.
-Não é tão simples assim. Já o vi e vago pelo mundo sem destino a procura de moribundos como você.
-E como ele é?
-Quem?
-Deus.
-Parecido com Bill Gates.
-Oh... bem, poderia ser pior.
-Acredito que sim.
Não sabia o quão estúpido estava sendo, mas permiti que minhas pálpebras cansadas se fechassem. Esperei que o manto negro me envolvesse e me levasse para onde quer que fosse, mas não ouvi nenhum ruído. Respirei fundo, engolindo o pouco de saliva que restava em minha boca amarga.
-Você não cansa de ficar vagando por aí?
-Não tenho escolha. Esse é meu dever, dizer as pessoas quando chegar a sua hora.
-Então você sabia onde e quando me encontrar?
-Eu te acompanhei a vida toda. Estava apenas esperando.
-Devem ter sido vinte e nove anos intediantes.
-Talvez pra você. Os anos se arrastam como minutos pra mim. Foi rápido como tirar um cochilo ou ver um clipe de música ruim.
-Obrigada por isso.
Tomei uma boa lufada de ar antes que meu coração começasse a bater forte e rápido em meu peito. Respirei fundo, travando o maxilar com força e reprimindo um gemido de dor enquanto as batidas se normalizavam.
-Então, qual foi seu momento favorito? Quando aquele negão me baleou?
-Não. Um pouco antes, quando você entrou naquele bar sujo. Mesmo que o lugar fosse deplorável, a música era boa. Enquanto você pedia aquele copo de Whisky barato, My Favorite Things começou a tocar.
-Então a morte gosta de Jazz.
-John Coltrane sempre foi meu favorito. Foi uma pena eu ter tido que levá-lo tão cedo.
Antes que eu tivesse a chance de rir ou perguntar alguma outra coisa, senti meu coração bater rápido de novo e então as batidas ficarem lentas demais, quase parando. O aparelho acima de minha cabeça começou a tocar de forma ensurdecedora um pouco antes que eu sentisse espasmos passando de maneira frenética por meu corpo. Meio segundo depois, um barulho se rompeu pela porta do quarto e ouvi pessoas começarem a gritar. Toda a agitação parecendo longe demais, a milhas de distância dali. Tudo se tornou preto, um borrão. Mas antes que eu tivesse chance de me desesperar, me vi parado ao lado do manto flutuante.
-Eu estou indo agora? - perguntei enquanto via enfermeiros tentando religar meu coração, em vão, e senti o toque de algo tão leve quanto a brisa do começo de uma tarde de Outono tocar meu braço. Olhei para o lado, fitando o que havia dentro do manto mais uma vez e me surpreendendo ao notar que já não sentia mais dor.
-Sim.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Fazendo Poesia

Estranho o teu Cristo, Rio
Que olha tão longe, além
Com os braços sempre abertos
Mas sem proteger ninguém
Eu vou forrar as paredes
Do meu quarto de miséria
Com manchetes de jornal
Pra ver que não é nada sério
Eu vou dar o meu desprezo
Pra você que me ensinou
Que a tristeza é uma maneira
Da gente se salvar depois
Diálogo
-Fale de Deus pra mim.
-Não tem muito o que falar. Você sabe, ele não existe.
-Por que você acha isso?
-Porque nunca me provaram o contrário.
-Não te entendo.
-Nunca vi algo sobrenatural acontecer, e acreditar em algo que você sequer vê é ridículo.
-Talvez seja esse o lado bom de acreditar.
-Não acho. Isso não passa de estupidez.
-E se eu disser que acredito? O que você vai fazer, rir?
-Não.
-E então?
-Eu vou respeitar a sua opinião.
-Você é estranho.
-Você também é, e nem por isso chamei o circo.
-Certo, qual seu ponto?
-As pessoas adoram essa entidade imaginária apenas pra poder pedir algo em troca. Não que elas consigam o que querem dessa maneira, óbvio.
-As coisas dão certo pra mim e eu peço a ele.
-Não, acontecem porque você se empenha.
-Porque eu tenho fé.
-Não, porque você acredita que pode acontecer. Mas não significa que se você pedir para o seu Deus que chova sapos isso vai acontecer.
-Achei que você fosse respeitar a minha opinião.
-Eu estou respeitando. Só estou dizendo o que eu penso. No mais, foi você que pediu.
-Ok. Então você é mais um daqueles que acreditam na teoria do Big Bang.
-Isso não foi uma pergunta.
-Não, eu estou dizendo o que penso de você.
-Você errou. Eu não acredito nela.
-Então no que você acredita?
-Eu acredito em sorte.
-Isso não faz sentido!
-Bem, se você parar pra pensar vai ver que nada faz sentido, então eu ainda estou com a razão.
-Eu não lembro de dizer que concordo com você.
-Não, mas você respeita a minha opinião, não é?
-Você é irritante.
-Eu sei.
sábado, 11 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Guess what?
I'm broken again.
sábado, 4 de setembro de 2010
Sorte de Hoje:
O maior erro na vida é ter medo de errar
via orkut
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Across The Universe
Olhe pra você, tão pequena e frágil querendo ser tudo aquilo que você não é.
Quantas horas você passa trancada no banheiro enquanto sangra? O que você sente quando os gritos e os soluços ecoam nas paredes? Você se sente pequena, não é?
Qual a sensação de querer mudar o mundo e não conseguir? E o sentimento de estar constantemente sentindo culpa por algo que você não fez? Isso se chama ser boba. Ou, melhor, se chama ser estupidamente idiota.
Por que você se importa com o que dizem e pensam de você? Por que você ainda se importa? Mesmo depois de tudo você não aprendeu a ter amor próprio? E essas palavras tristes, por que você ainda se importa em escrevê-las? Onde estão seus amigos, querida? E seus pais? Você ainda tem medo deles, não é? Medo de dizer o que sente... medo de ser repreendida... ?
Você não sabe que sempre vai existir alguém pra você? Mesmo depois de tantas vezes e tantas conversas e tantas lágrimas você ainda não se conformou com o fato de ter alguém pra desabafar e pra quem você pode se mostrar como você realmente é... ou você ainda não sabe quem é?
Tanta luta pra lutar e tanta coisa pra dizer. Um mundo novo pra descobrir quando você não consegue se mover de onde está. Por que você não grita? Mande as pernas correrem para longe de tudo o que te sufoca - vá descobrir quem você é! E no meio dessa jornada você vai encontrar muita coisa pra te fazer sentir vontade de desistir. Serão pessoas querendo de derrubar e tentando fazê-la sentir-se miserável... tão miserável quanto você sabe poder estar. Mas você não deve se importar, certo? Não olhe para os lados, apenas continue correndo.
Promete me fazer isso, querida? Promete descobrir quem você é? Promete que eu vou ser a primeira pessoa pra quem você vai contar, promete que virá correndo até mim?
Tudo bem, obrigada. Eu vou esperar e quando você voltar eu vou estar aqui, de braços abertos pra te receber.
Sinceridades
'Como chegar para alguém e dizer de repente eu te amo para depois explicar que esse amor independia de qualquer solicitação?'
via @sinceridades
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