quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
contos de farsas
Quando eu escrevo, passo todos os medos pro 'papel', passo todas as mentiras e dores e tudo aquilo que eu sinto - que eu sei - que nunca vou ter, coisas que são altas demais pra se alcançar, altas demais pra alguém com apenas um metro e cinquenta. Às vezes os contos não são tão inventados assim e dói muito fazer parecer que são, por puro medo de tornar o fracasso maior do que é. Palavras simples se tornam extremamente difíceis e dolorosas de se escrever, porque mesmo que sejam apenas palavras, são todas aquelas coisas que eu tenho medo de dizer em voz alta. Certa vez eu disse pra uma amiga que seria mais fácil viver um dos milhares de contos que eu escrevo, e realmente acho que seria. Quando se vive em um lugar onde não se existem muitas opções, viver uma mentira não parece ser tão ruim assim. Idealizar um lugar onde o que as pessoas dizem e sentem não faria diferença, onde meus sorrisos enferrujados e minhas palavras secas e meus olhares sem verdade não importariam, porque eu viveria pra mim e isso seria suficiente. E quando eu cansasse de viver o conto que imaginei, eu deixaria de escrever e colocaria um ponto final na história. Continuaria com as mentiras que vivo mesmo sem querer, as de verdade, as que fazem doer. No final das contas, acho que tudo o que mais quero é não sentir medo. Deixar as mentiras e as histórias de lado. Ser apenas eu.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Nunca
Nunca vou admitir como dói ver um sorriso sincero e saber que nunca vou poder fazer o mesmo.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
O mundo é um moinho...
Certo dia eu acordei, mas não levantei da cama. Porque tudo parecia difícil demais, e eu não queria fazer nenhum esforço. Meus olhos pesavam e meus braços e pernas não queriam se mover. Eu decidi que seria melhor voltar a dormir, mas não consegui. Esperei e esperei, mas o sono não veio. Eu estava cansada. Cansada demais pra levantar e cansada demais pra dormir. Pensei que aquele dia eu apenas existiria e seria o suficiente. E enquanto eu estava ali, ouvindo o silêncio e mais nada, cheguei a conclusão que fazia isso com muita freqüência. Existir, eu quero dizer. Não da maneira convencional do tipo 'eu estou viva', mas do tipo 'minha vida se resume a isso'. Disse a mim mesma que as coisas poderiam ser diferentes se eu quisesse e então percebi que não queria. Eu não gostava de mudanças. Nunca gostei. Porque, na maioria das vezes, quando você muda uma coisa, por mais valiosa que seja, você acaba se esquecendo de como ela foi anteriormente. E todas as lembranças, sejam elas boas ou ruins, vão embora com essa...coisa. Uma vez me disseram que não se deve olhar para trás, para os erros. Mas eu penso diferente. O que seria de nós sem os erros? O que seria da nossa vida sem fazer escolhas erradas e aprender com elas mais tarde? Eu sabia que errar era ruim, mas era parte da merda do processo pra se tornar uma pessoa melhor, não é? E pensando nisso respirei fundo enquanto avaliava tudo o que deixei passar. Tudo o que havia feito, todas as escolhas erradas. Uma vez minha mãe disse que eu era uma pessoa amargurada, que não gostava de viver. Pensei em responder, mas eu apenas fiquei quieta. E aquela noite eu pensei no que ela disse. Eu era amargurada, mas só porque já havia errado tanto e tinha que conviver com o que havia provocado todo maldito dia. Talvez eu não tivesse vontade de viver, mas só porque vi meus sonhos irem embora e se quebrarem diante de mim um por um. E seus sonhos são como objetivos, ambições. Se eu não tinha nada pelo qual me esforçar, eu não tinha motivos pra continuar aqui. Eu era a droga de um peso morto e sabia disso. E mesmo assim eu fui egoísta o suficiente pra continuar. Vi os anos se arrastarem e com eles a chance de conseguir algo pra mim. Sabe, recolher os pedaços do que havia restado de todo o meu futuro e tentar seguir em frente. Mas eu não fiz. E enquanto buscava forças em meu corpo e pedia a minha mente um pouco de conforto, pronta pra levantar da cama e conviver com minhas escolhas erradas, percebi que admitir os erros sempre vai ser mais fácil que aprender a conviver com cada um pesando em suas costas. Aquele dia eu não saí da cama.
Ouça-me bem, amor. Preste atenção: o mundo é um moinho. Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos; vai reduzir as ilusões a pó.
(Cazuza, O Mundo É Um Moinho)
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
"Meu Deus,
me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio com uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu coração. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que a solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em Teus braços o meu pecado de pensar."
Clarice Lispector.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
#9
A impressão que eu tenho, é que as pessoas não se importam tanto quanto dizem.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
'Nunca fui muito boa nessa coisa de me descrever. Sempre achei que um gesto poderia dizer quem eu era, mais facilmente que um texto enorme. Já me identifiquei com livros e músicas. Algumas imagens também. Eu nunca disse que sou normal. Mas, na verdade, ser normal é completamente entediante.'
Ama dias de frio e noites de chuva. Adora ficar na rua olhando o céu e procurando as estrelas ou algum brilho fraquinho da lua, quando a noite está nublada. Tem uma trilha sonora só dela, e não gosta de dividir com mais ninguém. Pizza é o prato favorito, mas também adora comer arroz. Prefere o preto, mas o azul também é cool. Crê em Deus como seu Senhor e único Salvador, não importa o que as pessoas digam. Família e amigos são coisas sem as quais não saberia viver; o amor é incondicional. Apaixonada por velharia: blues e jazz a qualquer hora. Tem vários vícios, muitos dos quais nem tem consciência. TOC nas horas mais inoportunas e ri de tudo, o que acaba sendo uma grande furada na maioria das vezes. Já fez muita cagada na vida e derramou muitas lágrimas por pessoas que não mereciam. Hoje não se importa mais com o que dizem a seu respeito, mesmo que não seja pouca coisa. Escrever é a maneira mais fácil de desabafar e a coisa que mais gosta de fazer (principalmente em 3ª pessoa). Assim como os vícios, tem muitos defeitos também, mas aparentemente ninguém está a salvo disso. Costuma pensar que todas as pessoas tem dois lados; um que demonstram em publico e outro que reservam para si mesmas. Ganhou o título de pessoa mais carente do mundo e nem ousou discordar. Tem essa coisa de sentir vontade de chorar por tudo e não conseguir esconder de ninguém. Devoradora de livros assumida. Ouve a mesma música mil vezes e geralmente demora muito pra enjoar. Já começou a fazer muita coisa e nunca terminou; mania ridícula. Apesar de estar sempre sorrindo, nem metade de todos esses sorrisos são de verdade.Odeia filmes de terror e dias muito quentes. Se recusa terminantemente a comer palmito e cerejas; já tentou virar vegetariana e, desnecessário dizer que falhou miserávelmente. Não sabe demonstrar interesse e na maioria das vezes acaba fazendo papel de idiota; coisa que acontece com muita freqüência, na verdade. Sabe que conseguir viver a vida é um desafio que você tem que enfrentar todos os dias, mas gosta de fechar os olhos e imaginar que está tudo bem; mesmo que não esteja.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
The Fear

Quando somos crianças, uma das perguntas que mais ouvimos das pessoas, independente de quem elas sejam, é: O que você quer ser quando crescer?
Eu nunca soube o que queria ser. Minha resposta sempre mudava. Algumas vezes eu dizia que queria ser professora e em outras eu dizia que gostaria de ser veterinária, como também já disse que gostaria de ser fotografa e médica. Lembro que costumava ficar brava, porque eu sempre recebia risinhos e incentivos seguidos de 'Você vai ter que estudar muito pra isso' ou 'Isso não seria ótimo?' dos adultos a volta. E então depois de um tempo, eu comecei a ficar realmente ofendida com aquela pergunta e apenas parei de respondê-la. Apenas dizia que não sabia o que queria ser ou respondia algo estúpido como 'Alta, pra variar'.
Com o passar do tempo, eu via coisas mudando e primos ou amigos mais velhos ralando muito pra conseguir ser alguém na vida e aquele sentimento bobo de estar ofendida quando me faziam a mesma pergunta foi substituído por medo. Minha mãe sempre quis que eu fosse advogada e grande parte da família do meu pai queria que eu seguisse carreira na medicina. Não importava quando tempo passasse, eu nunca soube responder aquilo com clareza e as duvidas apenas cresciam. Eu tinha medo de desapontar alguém com o que eu escolhesse e ser pressionada nunca ajudou em nada, diga-se de passagem.
E então o medo deu espaço para um sentimento maior chamado insegurança e eu cheguei ao ponto de apenas desejar que tudo desse certo no final. A vida me surpreendeu e me fez desistir de tudo por muito tempo, inclusive de ser feliz. Hoje eu ainda não estou inteira, mas estou quase 100% colada de novo. Depois de tanta insegurança e tanto medo, se me perguntassem o que eu quero ser 'quando crescer' eu responderia, sem medo, que ser feliz pelo resto da vida bastaria. Sem medo de sofrer e de derramar lágrimas. Sem pensar em todas as coisas que deixei de fazer e esquecer de todos os possíveis 'e se'. Eu diria que quero viver a minha vida sem arrependimentos com as pessoas que eu amo ao meu redor, sempre fazendo parte da minha vida como deve ser e com alguém que me ame com o mesmo desejo de bem-estar e felicidade que eu sinto.
Deixaria todas as lembranças ruins de lado pra dar espaço para que novas preenchessem minha mente e meus dias seriam novos e diferentes, todos eles vividos com satisfação.
É isso o que eu quero.
Só isso.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
4x4
"Eu disse a uma amiga:
-A vida sempre superexigiu de mim.
Ela disse:
-Mas lembre-se de que você também superexige da vida.
Sim."
Clarice Lispector
sábado, 13 de novembro de 2010
About me and other things
Eu como chocolates quando estou deprimida ou qualquer outra coisa que me faça ficar mais gorda do que o normal. Choro até ficar desidratada quando brigo com meus pais ou meus amigos e sempre acabo correndo atrás pra consertar a burrice que eu fiz. Amo as pessoas incondicionalmente, mesmo que elas não mereçam isso. Ouço músicas mesmo sem perceber e falo em inglês comigo mesma quando fico nervosa. Questiono a minha sanidade a todo minuto e descobri recentemente que as coisas que me distraíam antes, não surtem mais efeito.
'Grandes meninas não choram, escrevem'
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
"Can ask you a favor?"

Novo vício: '10 Things I Hate About You'. A série é baseada np filme com o mesmo nome e é tão boa quanto. Infelizmente foi cancelada (Deus sabe porque), mas pra isso existem reprises xD
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Dor
Dor de cabeça, dor de barriga, dor de ouvido. Dor de dente, dor de coluna, dor no joelho.
Dor de saudade, dor de amor e dor de corno. Dor de doer e dor de chorar. Dor de morrer e dor de desabafar. Dor de gritar e espernear e dor de aguentar calado, com a cabeça baixa.
Dor de gritar e dor de sussurrar. Dor de caretas e risadas debochadas. Dor de brincadeira.
Dor. Toda dor dói, toda dor te faz pensar o que fazer pra fazer cessar.
Dor. Dor de perda.
Dor de ver alguém que se ama partir sem dizer 'adeus'. Dor de não poder se despedir, porque quando você menos espera, já foi embora. Dor de amigo, que sente a sua tristeza e sofre junto. Dor de pai e mãe, quando perde um filho tão cedo e dor de filho que perde os pais e não sabe mais o que fazer.
Dor. Dor, dor, dor. Toda dor é igual, toda dor têm três letras e a mesma pronuncia. A dor que nunca acaba, que só aprende a se conviver.
Aquela dor que só Ele pode confortar.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
The girl smile
São seus passos enquanto anda com aquele enorme sorriso no rosto e os olhos que observam tudo com curiosidade. Os detalhes que nunca havia reparado antes, de repente saltando aos seus olhos. Eram as folhas secas e em diferentes formatos no chão e os sons a sua volta que a faziam parar pra sorrir de vez em quando. Sons de pessoas que conversavam felizes entre si e carros que buzinavam impacientes. Crianças que riam e latidos de cachorros enquanto erguia a cabeça a observava tudo se movimentar em uma velocidade incrível ao seu redor ao mesmo tempo que tudo parecia andar tão devagar.
Passos apressados e palavras rápidas enquanto as nuvens flutuavam preguiçosamente no céu e alguns abraços pareciam querer durar a eternidade.
E foi tudo aquilo que a fez sorrir aquele dia. Ver o mundo girar e as coisas acontecendo como deveria ser. Pessoas vivendo suas vidas como fizeram acontecer e outras que apenas não tiveram qualquer chance de escolha - mas, ainda assim, pareciam satisfeitas com o que tinham.
Por isso não se importou com a multidão que a empurrava e passava apressada por ela e apenas parou. Parou, fechou os olhos e ergueu a cabeça, sentindo-se bem como nunca esteve antes e aproveitando aquele momento.
Não sabia o que esperar do amanhã, mas estava feliz por estar vivendo o 'agora' e poder sorrir sem culpa nem preocupações.
Era um belo sorriso bobo.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Let the seasons begin...
"Então, o que isso quer dizer?" disse enquanto levava minha xícara aos lábios e bebia um longo gole de meu café. Abaixei um pouco minha cabeça quando senti seu olhar sob mim. Imediatamente senti meu coração disparar e agradeci a Deus por estar sentada; minhas pernas não aguentariam muito caso estivesse em pé.
"Hm... como assim?" tive vontade de rir quando ouvi sua voz. Não era como se eu nunca tivesse ouvido antes, mas ainda assim parecia... diferente, talvez?
"Você sabe... essa coisa de ficarmos nos olhando sem trocarmos uma palavra por quase quatro meses e agora estarmos tomando café como velhos amigos."
E então algo incrível aconteceu: ele riu. E o som de sua risada era bom de se ouvir. Você sabe, daquelas risadas que te fazem sentir vontade de se ficar bem e sorrir sem motivo. Não que eu nunca tivesse o visto feliz antes. Não. Na verdade, sempre que ele estava rodeado pelos amigos o via rir, mas sempre me mantive afastada o suficiente para não ouvir o que estavam dizendo.
E de repente, eu soube que, naquela tarde, tudo seria novo. Uma descoberta a cada diálogo tímido e palavras que me fariam perder a linha do raciocínio sem precisar medir esforço.
Confesso que estava ansiosa por aquilo.
"Não faço idéia." ele respondeu quando recuperou o fôlego com o sorriso que eu estava habituada a ver sempre que tinha a oportunidade de espiar sem ser pega no ato - ou era assim que eu pensava. "Acho que... só cansei de manter distância." tomei mais um gole de meu café, àquela altura frio, quando ele olhou pra mim. Pelo canto do olho pude vê-lo sorrir mais e eu também não pude reprimir o sorriso em que meus lábios se retorceram quando percebi que ele estava corando.
Já estávamos daquela maneira, trocando palavras vazias e nos olhando como os perfeitos idiotas que éramos, há quase uma hora. O silêncio não era, de longe, tão constrangedor quanto eu imaginei que seria. Na verdade, era agradável de uma maneira muito estranha e ao mesmo tempo perfeitamente... normal entre nós. Como uma rotina maluca ou um hábito que havíamos adquirido sem perceber.
No final da tarde, depois de algumas xícaras de café, e muitos sorrisos e olhares tímidos trocados, eu me sentia feliz. Ridiculamente satisfeita e feliz.
Tão feliz quanto algumas pessoas depois de devorar uma barra de chocolate ou assistirem o pôr-do-sol.
E enquanto caminhávamos em direção ao ponto de ônibus, lado a lado, com enormes sorrisos no rosto, mas sem trocar uma palavra, o ouvi sussurrar, baixo, mas alto o suficiente para que apenas eu ouvisse. Algo que fez com que meu coração inflasse de alegria e, por um momento, eu tivesse essa duvida de que não caberia mais no meu peito:
"Ei."
"Hm...?"
"Já mencionei o quanto gosto de estar com você?"
E eu apenas olhei para o chão enquanto sentia sua mão me puxar pra perto e me abraçar de maneira desengonçada. Não sabia se meu peito poderia continuar comportando meu coração, uma vez que eu sentia que ele estava prestes a explodir de tão grande, mas eu, francamente, simplesmente não podia me importar menos com isso.
Encostei minha cabeça em seu ombro quando finalmente chegamos e fechei os olhos, agora me perguntando se o sorriso que eu tinha no rosto se desmancharia um dia.
"Não. Mas é muito bom saber"
domingo, 24 de outubro de 2010
I'm barely holdin' on to you
I'm falling apart, I'm barely breathing
with a broken heart that's still beating
In the pain theres Is healing
In Your name I find meaning
So I'm holdin' on, I'm holdin' on, I'm holdin' on
I'm barely holdin' on to you
I'm hangin' on another day
Just to see what you will throw my way
Just to see what you will throw my way
And I'm hanging on to the words you say
You say that I will be 'ok'
You say that I will be 'ok'
(Broken, Lifehouse)
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Imagem que fala mais que mil palavras

sábado, 9 de outubro de 2010
I Look To You

As I lay me down
Heaven hear me now
I'm lost without a cause
After giving it my all
Winter storms have come
and darkened my sun
after all that i've been through
who on earth can I turn to?
I look to you
After all my strenthgs is gone
In you I can be strong
I look to you
And when melodies are gone
in you I hear a song, I look to you
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Metas para 2010 - Revisada q
-Ler, pelo menos, cinco livros por mês.
-Chegar ao fim de todos os livros.
-Devolver os livros.
-Arrumar emprego.
-Ficar no emprego por mais de um mês.
-Não torrar toda grana com besteira como revistas, cd's (ainda que isso não seja besteira) e livros (idem)
-Conseguir terminar minhas fanfics.
-Ir em todos os shows que eu quero.
-Ter certeza que o Paul McCartney vem pro Brasil
-Ir no show do Paul McCartney
-Conseguir a confiança da minha família.
-Fazer minha família ter orgulho de mim.
-Viajar
-Não ser assaltada nas viagens
-Não virar sem teto nas viagens
-Atualizar o Blog todo dia, ou pelo menos, todo mês.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Girl
Is there anybody going to listen to my story
All about the girl who came to stay?
All about the girl who came to stay?
She's the kind of girl you wnat so much
It makes you sorry
Still you don't regret a single day
When I think of all the times
Ive tried so hard to leave her
She will turn to me and start to cry
Ive tried so hard to leave her
She will turn to me and start to cry
And she promises the earth to me
And I believe her
After all this time I don't know why
And I believe her
After all this time I don't know why
(Girl, The Beatles)
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Love Is All You Need
"Os shows de Paul McCartney no Brasil serão em novembro. Porto Alegre, dia 7, e São Paulo, 21, já garantidos. Os empresários J. Hawvilla (Traffic) e Luis Oscar Niemeyer (Planmusic) negociam uma exibição no Rio de Janeiro. Cada vez que subir ao palco aqui, McCartney embolsará US$ 2,5 milhões. Em Buenos Aires, ele se apresentará nos dias 14 e 15. O Chile e talvez o Peru completam a turnê na América do Sul."
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Conversação com a Morte
-Então, você é a Morte? - questionei em meio a um sussurro quase inaudível quando a figura alta e esguia parou ao meu lado. Os trajes negros a cobrindo da cabeça aos pés, como Hollywood exigia.
-Desde que ele me fez existir me chamam assim, mas na verdade eu sempre gostei de Joe.
-Engraçado, sempre achei que a Morte fosse uma mulher.
-Não sou. Também não sou homem. Apenas existo.
-Então você tem absolutamente nada embaixo desse manto?
-Depende.
-De que?
-Depende de você.
-Então você é o que eu quiser? Isso não faz muito sentido.
-Não, eu sou aquilo de que você tem medo.
-Eu não tenho medo de nada. Nunca tive. Nem mesmo de você.
-Então eu sou nada.
-Mais uma vez chegamos a conclusão de que você é apenas um manto preto flutuando.
-Talvez eu seja.
Um minuto se passou enquanto eu a observava. Tudo o que se ouvia era o barulho das máquinas ao meu redor apitando e minha respiração lenta. Ajeitei-me um pouco em meio leito, com um pouco de cuidado para não tirar a intravenosa de meu braço. Não que importasse muito, afinal eu estava prestes a morrer. Estranhamente nada perturbador.
-Me fale como é o lugar para onde vai me levar.
-Quente.
-Vou pro inferno?
-Não, pra Califórnia. O Purgatório fica la.
-Não sabia que a Morte tinha senso de humor.
-Pra onde você acha que vai?
-Faz diferença? Eu vou estar morto, não é como se eu pudesse me dar ao luxo de escolher.
-Então me diga o que você acha merecer.
-Quais são as minhas opções?
-Achei que você soubesse.
-Por que deveria?
-Por ser tão ridiculamente clichê. Céu e Inferno, você sabe.
-Então se eu fui um bom menino, vou pro céu, mas se eu matei algumas pessoas que mereciam vou pro Inferno.
-Algo assim.
Ri um pouco, me divertindo completamente com aquela situação. As coisas ao meu redor começavam a ficar embaçadas e o quarto branco a se tingir de cinza.
-Tenho que ter algum tipo de religião pra me salvar, então?
-Você não precisou de uma pra estar a beira da Morte.
-Achei que só quem acreditava em Deus ia pro céu.
-Não é tão simples assim. Já o vi e vago pelo mundo sem destino a procura de moribundos como você.
-E como ele é?
-Quem?
-Deus.
-Parecido com Bill Gates.
-Oh... bem, poderia ser pior.
-Acredito que sim.
Não sabia o quão estúpido estava sendo, mas permiti que minhas pálpebras cansadas se fechassem. Esperei que o manto negro me envolvesse e me levasse para onde quer que fosse, mas não ouvi nenhum ruído. Respirei fundo, engolindo o pouco de saliva que restava em minha boca amarga.
-Você não cansa de ficar vagando por aí?
-Não tenho escolha. Esse é meu dever, dizer as pessoas quando chegar a sua hora.
-Então você sabia onde e quando me encontrar?
-Eu te acompanhei a vida toda. Estava apenas esperando.
-Devem ter sido vinte e nove anos intediantes.
-Talvez pra você. Os anos se arrastam como minutos pra mim. Foi rápido como tirar um cochilo ou ver um clipe de música ruim.
-Obrigada por isso.
Tomei uma boa lufada de ar antes que meu coração começasse a bater forte e rápido em meu peito. Respirei fundo, travando o maxilar com força e reprimindo um gemido de dor enquanto as batidas se normalizavam.
-Então, qual foi seu momento favorito? Quando aquele negão me baleou?
-Não. Um pouco antes, quando você entrou naquele bar sujo. Mesmo que o lugar fosse deplorável, a música era boa. Enquanto você pedia aquele copo de Whisky barato, My Favorite Things começou a tocar.
-Então a morte gosta de Jazz.
-John Coltrane sempre foi meu favorito. Foi uma pena eu ter tido que levá-lo tão cedo.
Antes que eu tivesse a chance de rir ou perguntar alguma outra coisa, senti meu coração bater rápido de novo e então as batidas ficarem lentas demais, quase parando. O aparelho acima de minha cabeça começou a tocar de forma ensurdecedora um pouco antes que eu sentisse espasmos passando de maneira frenética por meu corpo. Meio segundo depois, um barulho se rompeu pela porta do quarto e ouvi pessoas começarem a gritar. Toda a agitação parecendo longe demais, a milhas de distância dali. Tudo se tornou preto, um borrão. Mas antes que eu tivesse chance de me desesperar, me vi parado ao lado do manto flutuante.
-Eu estou indo agora? - perguntei enquanto via enfermeiros tentando religar meu coração, em vão, e senti o toque de algo tão leve quanto a brisa do começo de uma tarde de Outono tocar meu braço. Olhei para o lado, fitando o que havia dentro do manto mais uma vez e me surpreendendo ao notar que já não sentia mais dor.
-Sim.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Fazendo Poesia

Estranho o teu Cristo, Rio
Que olha tão longe, além
Com os braços sempre abertos
Mas sem proteger ninguém
Eu vou forrar as paredes
Do meu quarto de miséria
Com manchetes de jornal
Pra ver que não é nada sério
Eu vou dar o meu desprezo
Pra você que me ensinou
Que a tristeza é uma maneira
Da gente se salvar depois
Diálogo
-Fale de Deus pra mim.
-Não tem muito o que falar. Você sabe, ele não existe.
-Por que você acha isso?
-Porque nunca me provaram o contrário.
-Não te entendo.
-Nunca vi algo sobrenatural acontecer, e acreditar em algo que você sequer vê é ridículo.
-Talvez seja esse o lado bom de acreditar.
-Não acho. Isso não passa de estupidez.
-E se eu disser que acredito? O que você vai fazer, rir?
-Não.
-E então?
-Eu vou respeitar a sua opinião.
-Você é estranho.
-Você também é, e nem por isso chamei o circo.
-Certo, qual seu ponto?
-As pessoas adoram essa entidade imaginária apenas pra poder pedir algo em troca. Não que elas consigam o que querem dessa maneira, óbvio.
-As coisas dão certo pra mim e eu peço a ele.
-Não, acontecem porque você se empenha.
-Porque eu tenho fé.
-Não, porque você acredita que pode acontecer. Mas não significa que se você pedir para o seu Deus que chova sapos isso vai acontecer.
-Achei que você fosse respeitar a minha opinião.
-Eu estou respeitando. Só estou dizendo o que eu penso. No mais, foi você que pediu.
-Ok. Então você é mais um daqueles que acreditam na teoria do Big Bang.
-Isso não foi uma pergunta.
-Não, eu estou dizendo o que penso de você.
-Você errou. Eu não acredito nela.
-Então no que você acredita?
-Eu acredito em sorte.
-Isso não faz sentido!
-Bem, se você parar pra pensar vai ver que nada faz sentido, então eu ainda estou com a razão.
-Eu não lembro de dizer que concordo com você.
-Não, mas você respeita a minha opinião, não é?
-Você é irritante.
-Eu sei.
sábado, 11 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Guess what?
I'm broken again.
sábado, 4 de setembro de 2010
Sorte de Hoje:
O maior erro na vida é ter medo de errar
via orkut
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Across The Universe
Olhe pra você, tão pequena e frágil querendo ser tudo aquilo que você não é.
Quantas horas você passa trancada no banheiro enquanto sangra? O que você sente quando os gritos e os soluços ecoam nas paredes? Você se sente pequena, não é?
Qual a sensação de querer mudar o mundo e não conseguir? E o sentimento de estar constantemente sentindo culpa por algo que você não fez? Isso se chama ser boba. Ou, melhor, se chama ser estupidamente idiota.
Por que você se importa com o que dizem e pensam de você? Por que você ainda se importa? Mesmo depois de tudo você não aprendeu a ter amor próprio? E essas palavras tristes, por que você ainda se importa em escrevê-las? Onde estão seus amigos, querida? E seus pais? Você ainda tem medo deles, não é? Medo de dizer o que sente... medo de ser repreendida... ?
Você não sabe que sempre vai existir alguém pra você? Mesmo depois de tantas vezes e tantas conversas e tantas lágrimas você ainda não se conformou com o fato de ter alguém pra desabafar e pra quem você pode se mostrar como você realmente é... ou você ainda não sabe quem é?
Tanta luta pra lutar e tanta coisa pra dizer. Um mundo novo pra descobrir quando você não consegue se mover de onde está. Por que você não grita? Mande as pernas correrem para longe de tudo o que te sufoca - vá descobrir quem você é! E no meio dessa jornada você vai encontrar muita coisa pra te fazer sentir vontade de desistir. Serão pessoas querendo de derrubar e tentando fazê-la sentir-se miserável... tão miserável quanto você sabe poder estar. Mas você não deve se importar, certo? Não olhe para os lados, apenas continue correndo.
Promete me fazer isso, querida? Promete descobrir quem você é? Promete que eu vou ser a primeira pessoa pra quem você vai contar, promete que virá correndo até mim?
Tudo bem, obrigada. Eu vou esperar e quando você voltar eu vou estar aqui, de braços abertos pra te receber.
Sinceridades
'Como chegar para alguém e dizer de repente eu te amo para depois explicar que esse amor independia de qualquer solicitação?'
via @sinceridades
sábado, 28 de agosto de 2010
28/08/2010
Espero que não se importe com minha letra esdrúxula e com o papel encardido. Os borrões na tinta são por conta das minhas mãos suadas e também da caneta barata.
As linhas são curtas porque eu não tenho muito o que dizer, na verdade eu só queria que soubesse que senti sua falta. Gosto do som da sua risada e da maneira como consegue me fazer rir tão fácil. Na verdade, talvez eu não seja a unica pessoa a pensar assim, porque é fácil demais gostar de você. Parece quase natural iniciar uma conversa contigo e passar horas rindo de coisas bobas ou falar sobre como tudo parece tão difícil.
Me sinto extremamente pequena enquanto escrevo isso, minhas mãos tremem e minha cabeça dói, mas a idéia de que você esteja lendo e rindo da minha falha tentativa de parecer sociável é irresistível demais pra se deixar passar em branco.
Não se esqueça de mim e me deixe estar presente. Quero poder ser a amiga que vai te abraçar e sorrir quando preciso. Quero que você saiba, em cada pequeno gesto, quanta saudade eu senti, no pouco tempo que ficamos sem nos falar - mesmo que pra mim tenha parecido uma eternidade.
Obrigada apenas por se importar e estar presente, preenchendo meus dias tão vazios com comentários sarcásticos e nerds, sendo apenas quem você sempre foi: a vadia bipolar mais amável do universo.
Com amor,
Sam.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Amizade
Amizade é sorrir de algo bobo apenas por fazer. É chorar pela dor alheia quando o amor está presente. É ser amparado quando se está prestes a cair pela mão áspera e calejada do amigo de tantas discussões e brigas bobas. É andar devagar apenas para apreciar a companhia de alguém que lhe fez sentir tanta saudade. É sentir medo quando se deve sentir e consolar quando é a hora certa. É fazer um aperto de mão secreto e um juramento onde as palavras 'por toda a eternidade' sempre estão presente. É dizer palavras de carinho e conforto quando se machuca. É dividir o que resta na garrafa de água e dar um trago no cigarro do vizinho. É dar uma mordida no lanche alheio e compartilhar o saco de pipocas no cinema. É passar horas fofocando sobre aquele garoto e sobre a roupa daquela pessoa insuportável. É dar conselhos e não ouví-los - não de imediato, e é então dizer 'Muito obrigado'.
É planejar uma viagem de meses sem um centavo no bolso e andar no shopping sem dinheiro pra nada. É dormir preocupado com alguém e então suspirar de alívio quando se ouve o telefone tocar. É desejar sentir as dores de um amigo ou que ele pudesse sofrer menos; é passar a noite em branco se perguntando se vai ficar tudo 'ok'. É dormir na casa de um amigo e descobrir que ele ronca. É falar em segredo sobre o primeiro namorado e sobre o primeiro beijo. É sentir-se seguro na companhia de alguém que é pelo menos cinco centímetros mais baixo que você. É servir de irmã quando o chão sob os pés some e a visão fica turva devido as lágrimas que banham seu rosto. É discordar e falar mal sobre a banda preferida e não partilhar do mesmo gosto pra música.
É tentar ensinar o que é bom e ruim; é mostrar a diferença entre o certo e errado e o fácil e o difícil. É querer evitar que as lágrimas caiam e que dor se faça presente. É brigar e voltar a se falar em menos de dois dias porque a presença de um amigo é tão importante na sua vida que você acaba sentindo necessidade de dar o braço a torcer primeiro. É aprender através dos erros e estar sempre presente para lembrar um amigo caso ele esteja prestes a cometê-lo de novo.
Ter um amigo é especial. Único. É amar alguém porque você escolheu. É dar um ponto final na solidão.
PS: Feliz aniversário, Bee ♥
PS²: Pra todos que eu chamo de amigos.♥♥♥
Um dia...
"Um dia todos aqueles dias felizes, todas aquelas conversas jogadas fora, todas as nossas piadas, as nossas fotos, as nossas discussões, serão só lembranças. Vai chegar um tempo em que tudo isso vai doer e aos invés de rirmos, iremos chorar; chorar de saudade, de vontade de voltar no tempo. De cometer os mesmos erros, de viver nem que fosse apenas por um dia com todos aqueles que nos fizeram rir. Esse dia vai chegar mais rápido do que imaginamos, às vezes nem tão rápido quanto a morte, mas rápido o bastante para nos fazer refletir, pensar e lembrar de absolutamente tudo o que passamos. Lembraremos dos melhores anos de nossas vidas, das nossas melhores amizades, de nossas melhores mentiras, de nossas piores encrencas! Sentiremos falta de tudo aquilo ao contarmos para nossas netos, com muito orgulho, todo aquele tempo em que estávamos juntos."

quarta-feira, 25 de agosto de 2010
yeah, talk about
O homem deveria aprender a respeitar a opinião alheia.
Ninguém é melhor do que ninguém aqui. Se hoje existe qualquer tipo de classes separando pessoas que deveriam se tratar como iguais, é porque existe a estupidez de todo um preconceito, que começou antes mesmo se você sonhar em nascer e começar a exigir das pessoas, coisas que nem você consegue ter ou fazer.
Eu não me importo se você é mais rico, mais bonito e com mais influências que eu; não me interessa quem você seja, eu exijo respeito - o que eu sei que tenho que conquistar aos poucos, se eu merecer, mas eu sei que se eu tenho esse direito, você vai ter que engolir.
Eu não sei o que tem dado na cabeça das pessoas ultimamente pra fazê-las sentir melhor que os outros; tudo o que existe é a vantagem que o dinheiro proporciona.
E o incrível, é que as vezes nem isso impõe barreiras. Já cansei de ver pobre, que mal tem dinheiro pra forrar o estômago querer mandar nas outras pessoas e julgá-las como se tivesse poder para tal coisa. Já cansei de ver amigos e pessoas que eu amo discutindo e trocando alfinetadas por causa de besteira e já cansei de ficar calada por não poder tomar partido de nenhum dos lados. Tudo o que eu quero é que vocês vejam o quão ridículos estão sendo e vejam que nessa p**** de mundo não existe vencedores e perdedores, mesmo que a sociedade capitalista e imbecil exija o contrário. Mesmo que quase todos os malditos anos tenhamos que eleger alguém que supostamente seria melhor para cuidar do nosso país, uma decisão que certamente nunca deixou de ser nossa, do povo, mas que ultimamente parece estar sendo roubada de nós aos poucos em troca de migalhas e promessas que nós sabemos que não serão cumpridas.
E o pior é que, com o passar dos anos, a coisa só piora. Você vê gente que não sabe nem o que um político deveria fazer se candidatando a senador e deputado federal. O Lula pode sim ter sido o melhor presidente que o Brasil já elegeu, mas isso não muda a minha opinião. Eu não vou deixar de acreditar em algo que eu acredito ser o correto pra ver as pessoas ao meu redor satisfeitas. Eu to fazendo o que eu acho que seria melhor pro meu país, ainda que eu não acredite que a situação atual possa ser mudada.
E, sim, isso foi inspirado nos últimos posts do Gum and Bubbles.
xx
sábado, 14 de agosto de 2010
I hate you, I love you
'Odeio o modo como fala comigo
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Mais quando me faz chorar...
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar'
10 Coisas Que Eu Odeio Em Você
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Necessidade
Eu só preciso colocar tudo pra fora. Sentar e escrever o que me sufoca. É tão bobo, e me faz sentir tão bem. Será que todos se sentem assim?
Me sinto ridícula sempre que a tristeza me abate do nada. Sem motivos aparentes. Eu busco qualquer coisa pra culpar, mas não encontro nada, então acabo jogando o peso no vazio. Quando eu penso que tudo vai ficar bem, a dor só aumenta.
Por que? O que aconteceu? O que há de errado comigo?
Eu choro e procuro consolo. Falo com Deus, pergunto o que está acontecendo, peço um sinal. Mas nada acontece. É frustrante, é sufocante. Eu tenho medo.
Meu corpo me trai, fica pesado. Eu tento me mover, mas não consigo. Minhas pernas e braços tremem, a pressão sob meus olhos aumenta e eu sinto que minhas lágrimas não vão cessar nunca. Minhas mãos frias tentam secá-las, uma a uma, mas elas continuam dançando em meu rosto.
Meus pulmões se chocam, minha língua adormece. O isqueiro no fundo da minha gaveta de camisas me chama, mas eu não tenho nenhum cigarro. Meus lábios formigam com a sensação de vazio; eu quase posso sentir o cheiro da nicotina no ar e eu acabo me perguntando quando fiquei tão dependente deles. O maldito vício que me faz tão bem de uma maneira paradoxal.
Meus olhos finalmente se voltam pro meu telefone. Eu sei o que eu tenho que fazer, mas eu tenho medo - vergonha, talvez? Apenas uma mensagem, eu repito diversas vezes na minha mente tentando convencer a mim mesma que tudo vai ficar bem, mas seria ridículo demais.
A parte racional(eu acho) da minha mente, grita que eu não preciso de mais um vício. Não preciso depender de ninguém pra me fazer sentir bem, mas eu não posso ouvi-la com clareza, porque meus dedos já apertam os botões.
'Voltar' e 'Enviar'; eu não sei o que fazer.
Meus dentes mordem as bochechas e meus lábios de maneira ansiosa, o gosto de sangue se fazendo presente em certo ponto. O gosto familiar de sal e ferrugem me fazendo tremer, os olhos cravados na mensagem extremamente curta e casual no visor do meu celular; um suspiro desolado escapa dos meus lábios antes que eu decida passar mais uma noite inquieta. A mensagem salva nos rascunhos e meu coração batendo dolorosamente no peito, quase saltando pra fora.
Mas a necessidade não acaba, então eu apenas continuo chorando enquanto espero pelo final do dia e o começo do amanhã. A esperança de que tudo melhore.
" 'To quebrando de novo "
about what?
Dói.
É confuso.
É triste.
É sufocante.
É um grito reprimido na minha garganta.
É o olhar perdido no nada.
São as perguntas sem resposta.
Eu não sei o que está acontecendo, mas eu quero que pare. Eu não sei o que eu estou sentindo, mas eu quero que vá embora. Eu não sei o que estou ouvindo, mas me faz chorar e eu quero que termine.
Eu só quero um abraço, aquele abraço que me faz sentir segura. Ouvir as palavras que eu preciso pra me acalmar e me fazer sentir bem de novo. Eu preciso ouvir as palavras certas pra me sentir no lugar; pra sentir os pés tocarem o chão; pra fazer o coração voltar a bater normalmente - esse ritmo acelerado, louco e doloroso, está me matando.
I'm sad, but, I don't know why.
eu.quero.que.isso.acabe.agora.
Por favor.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Something to lose
Eu tenho esse grande problema de querer estar perto das pessoas que eu gosto ou admiro. Muitas vezes eu acabo por ser ignorada ou simplesmente mal-tratada, mas eu penso que deve existir algo de errado com meu cérebro (ou talvez minha auto-estima apenas esteja abaixo do nível de pobreza (?)), porque é inevitável não sentir falta.
Em meio ao desespero de encontrar algum jeito de pedir desculpas (mesmo que não tenha sido minha culpa), eu vasculho minha mente procurando o que eu possa ter feito de errado. Na maioria das vezes eu acabo frustrada, porque não vejo nada, então a dor apenas aumenta e eu me entrego de vez a idéia de que apenas não gostam de mim. Eu choro e me isolo do mundo, até que, sem acreditar nisso, eu digo que não importa. Eu visto uma máscara cheia de pó e finjo indiferença, mas o coração continua falhando.
Há algum tempo, eu deixei de me importar com que os outros pensam de mim. Deixei de ouvir as coisas que dizem e todas as mentiras sussurradas que acabam se fazendo ouvir. No entanto, é engraçado o jeito que dói quando alguém que eu amo me critica, mesmo que seja pro meu bem. E só consegue se pior, quando se afastam de mim. É como se um buraco abrisse devagar no meu peito. É clichê, mas o vazio é enorme. Quando eu gosto de verdade de alguém, eu espero que essa amizade cresça, e que o amor e admiração apenas aumente.
Quando eu perco alguém por alguma bobagem, um pedacinho de mim quebra. E um longo tempo se faz presente até que eu esteja inteira de novo.
Talvez você não leia isso. Talvez você esteja fingindo que eu não existo mais ou simplesmente tenha esquecido de mim. Mas isso aqui serve pra mostrar, mais uma vez, o quanto você foi importante pra mim e o quanto faz falta. Tudo o que aconteceu, foi porque eu passei por um momento difícil. Não me culpe por algo que eu não tive escolha, eu fiz o que era correto.
Eu espero que um dia, você me desculpe por ter agido daquela maneira e que perceba que eu nunca deixei de te amar - só aprendi um jeito novo de encarar esse sentimento.
Eu sempre - sempre - te admirei e, na verdade, te invejei um pouquinho também. Você é uma das pessoas mais incríveis que eu já tive a chance de conhecer. Eu já disse, mas repito: o seu modo de ver o mundo, me faz parar pra pensar no que eu estou fazendo e ver a vida de um ângulo diferente. O seu jeito de agir, confiante e ao mesmo tempo tão sensível, apenas faz a minha admiração crescer.
E, quando você chora - quando você sente dor, eu fecho os olhos por um momento, e desejo estar perto pra poder te abraçar e dizer que tudo vai ficar bem; que você é especial demais pra ficar triste; que, em meio a tantas pessoas que te amam, eu também estou presente - acenando no meio da multidão, tentando se fazer presente enquanto um sorriso triste permanece cravado no meu rosto.
Eu não sei mais o que eu sou pra você, mas eu sei o que você é e sempre foi pra mim e o quanto eu te amo.
O dia 17 de Abril de 2010 pode ter sido o dia mais incrível da sua vida, mas pra mim não passou do dia em que eu não pude te ver.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Te Agradeço
Te agradeço pela vida.Te agradeço por seu imenso amor por mim.
Te agradeço pela chance de amar e ser amada pela família maravilhosa que tenho.
Te agradeço pela chance de nascer de novo e reaprender a caminhar; tropeçando pelo caminho e deixando os erros para trás, aprendendo com cada um.
Te agradeço pelos amigos com que me presenteou. Pelos irmãos que escolhi, aqueles que estão sempre comigo.
Te agradeço pelo pão em minha mesa e pelo travesseiro embaixo de minha cabeça.
Te agradeço, Senhor, pela chance de pedir perdão a todos aqueles que um dia fizeram parte da minha vida, mas que perdi de forma tão boba. Sou grata por cada palavra dura ou afetuosa.
Te agradeço pela chance de me tornar uma pessoa melhor, seguindo o caminho da verdade e vida; o caminho até o meu Senhor e meu Deus, que jamais me desamparou.
Obrigada, Jesus.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Vienna
Slow down, you crazy child.
You're so ambitious for a juvenile.
But then if you're so smart, tell me why are you still so afraid?
Where's the fire? What's the hurry about?
You better cool it off before you burn it out.
You got so much to do and only so many hours in a day.
Don't you know that when the truth is told
That you can get what you want or you can just get old?
You're gonna kick off before you even get halfway through.
When will you realize Vienna waits for you?
Slow down, you're doing fine.
You can't be everything you wanna be before your time,
Although it's so romantic on the borderline tonight, tonight.
Too bad, but it's the life you lead.
You're so ahead of yourself that you forgot what you need.
Though you can see when you're wrong,
You know, you can't always see when you're right, you're right.
You've got your passion. You've got your pride,
But don't you know that only fools are satisfied?
Dream on, but don't imagine they'll all come true.
When will you realize Vienna waits for you?
Slow down, you crazy child.
Take the phone off the hook and disappear for a while.
It's all right you can afford to lose a day or two.
When will you realize Vienna waits for you?
Don't you know that when the truth is told
That you can get what you want or you can just get old?
You're gonna kick off before you even get halfway through.
Why don't you realize Vienna waits for you?
Músicas que tiram o que eu estou sentindo de letra, me dão muito medo às vezes. Também conseguem me fazer pensar e sorrir, afinal, não sou a unica me sentindo tão pequena.
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