terça-feira, 12 de outubro de 2010

Imagem que fala mais que mil palavras




Afinal, elas são o futuro.

(Imagem roubada do blog da Associação 'Expedilção Mochila', que eu recomendo muito)

sábado, 9 de outubro de 2010

I Look To You

As I lay me down
Heaven hear me now
I'm lost without a cause
After giving it my all
Winter storms have come
and darkened my sun
after all that i've been through
who on earth can I turn to?

I look to you
After all my strenthgs is gone
In you I can be strong
I look to you
And when melodies are gone
in you I hear a song, I look to you

(I Look to You, Whitney Houston)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Metas para 2010 - Revisada q

-Ler, pelo menos, cinco livros por mês.
-Chegar ao fim de todos os livros.
-Devolver os livros.
-Arrumar emprego.
-Ficar no emprego por mais de um mês.
-Não torrar toda grana com besteira como revistas, cd's (ainda que isso não seja besteira) e livros (idem)
-Conseguir terminar minhas fanfics.
-Ir em todos os shows que eu quero.
-Ter certeza que o Paul McCartney vem pro Brasil
-Ir no show do Paul McCartney
-Conseguir a confiança da minha família.
-Fazer minha família ter orgulho de mim.
-Viajar
-Não ser assaltada nas viagens
-Não virar sem teto nas viagens
-Atualizar o Blog todo dia, ou pelo menos, todo mês.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Girl

Is there anybody going to listen to my story
All about the girl who came to stay?
She's the kind of girl you wnat so much
It makes you sorry
Still you don't regret a single day
When I think of all the times
Ive tried so hard to leave her
She will turn to me and start to cry
And she promises the earth to me
And I believe her
After all this time I don't know why

(Girl, The Beatles)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Love Is All You Need

"Os shows de Paul McCartney no Brasil serão em novembro. Porto Alegre, dia 7, e São Paulo, 21, já garantidos. Os empresários J. Hawvilla (Traffic) e Luis Oscar Niemeyer (Planmusic) negociam uma exibição no Rio de Janeiro. Cada vez que subir ao palco aqui, McCartney embolsará US$ 2,5 milhões. Em Buenos Aires, ele se apresentará nos dias 14 e 15. O Chile e talvez o Peru completam a turnê na América do Sul."

EU ESTOU SURTANDO, OK?

(via Istoé)


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Conversação com a Morte

-Então, você é a Morte? - questionei em meio a um sussurro quase inaudível quando a figura alta e esguia parou ao meu lado. Os trajes negros a cobrindo da cabeça aos pés, como Hollywood exigia.
-Desde que ele me fez existir me chamam assim, mas na verdade eu sempre gostei de Joe.
-Engraçado, sempre achei que a Morte fosse uma mulher.
-Não sou. Também não sou homem. Apenas existo.
-Então você tem absolutamente nada embaixo desse manto?
-Depende.
-De que?
-Depende de você.
-Então você é o que eu quiser? Isso não faz muito sentido.
-Não, eu sou aquilo de que você tem medo.
-Eu não tenho medo de nada. Nunca tive. Nem mesmo de você.
-Então eu sou nada.
-Mais uma vez chegamos a conclusão de que você é apenas um manto preto flutuando.
-Talvez eu seja.
Um minuto se passou enquanto eu a observava. Tudo o que se ouvia era o barulho das máquinas ao meu redor apitando e minha respiração lenta. Ajeitei-me um pouco em meio leito, com um pouco de cuidado para não tirar a intravenosa de meu braço. Não que importasse muito, afinal eu estava prestes a morrer. Estranhamente nada perturbador.
-Me fale como é o lugar para onde vai me levar.
-Quente.
-Vou pro inferno?
-Não, pra Califórnia. O Purgatório fica la.
-Não sabia que a Morte tinha senso de humor.
-Pra onde você acha que vai?
-Faz diferença? Eu vou estar morto, não é como se eu pudesse me dar ao luxo de escolher.
-Então me diga o que você acha merecer.
-Quais são as minhas opções?
-Achei que você soubesse.
-Por que deveria?
-Por ser tão ridiculamente clichê. Céu e Inferno, você sabe.
-Então se eu fui um bom menino, vou pro céu, mas se eu matei algumas pessoas que mereciam vou pro Inferno.
-Algo assim.
Ri um pouco, me divertindo completamente com aquela situação. As coisas ao meu redor começavam a ficar embaçadas e o quarto branco a se tingir de cinza.
-Tenho que ter algum tipo de religião pra me salvar, então?
-Você não precisou de uma pra estar a beira da Morte.
-Achei que só quem acreditava em Deus ia pro céu.
-Não é tão simples assim. Já o vi e vago pelo mundo sem destino a procura de moribundos como você.
-E como ele é?
-Quem?
-Deus.
-Parecido com Bill Gates.
-Oh... bem, poderia ser pior.
-Acredito que sim.
Não sabia o quão estúpido estava sendo, mas permiti que minhas pálpebras cansadas se fechassem. Esperei que o manto negro me envolvesse e me levasse para onde quer que fosse, mas não ouvi nenhum ruído. Respirei fundo, engolindo o pouco de saliva que restava em minha boca amarga.
-Você não cansa de ficar vagando por aí?
-Não tenho escolha. Esse é meu dever, dizer as pessoas quando chegar a sua hora.
-Então você sabia onde e quando me encontrar?
-Eu te acompanhei a vida toda. Estava apenas esperando.
-Devem ter sido vinte e nove anos intediantes.
-Talvez pra você. Os anos se arrastam como minutos pra mim. Foi rápido como tirar um cochilo ou ver um clipe de música ruim.
-Obrigada por isso.
Tomei uma boa lufada de ar antes que meu coração começasse a bater forte e rápido em meu peito. Respirei fundo, travando o maxilar com força e reprimindo um gemido de dor enquanto as batidas se normalizavam.
-Então, qual foi seu momento favorito? Quando aquele negão me baleou?
-Não. Um pouco antes, quando você entrou naquele bar sujo. Mesmo que o lugar fosse deplorável, a música era boa. Enquanto você pedia aquele copo de Whisky barato, My Favorite Things começou a tocar.
-Então a morte gosta de Jazz.
-John Coltrane sempre foi meu favorito. Foi uma pena eu ter tido que levá-lo tão cedo.
Antes que eu tivesse a chance de rir ou perguntar alguma outra coisa, senti meu coração bater rápido de novo e então as batidas ficarem lentas demais, quase parando. O aparelho acima de minha cabeça começou a tocar de forma ensurdecedora um pouco antes que eu sentisse espasmos passando de maneira frenética por meu corpo. Meio segundo depois, um barulho se rompeu pela porta do quarto e ouvi pessoas começarem a gritar. Toda a agitação parecendo longe demais, a milhas de distância dali. Tudo se tornou preto, um borrão. Mas antes que eu tivesse chance de me desesperar, me vi parado ao lado do manto flutuante.
-Eu estou indo agora? - perguntei enquanto via enfermeiros tentando religar meu coração, em vão, e senti o toque de algo tão leve quanto a brisa do começo de uma tarde de Outono tocar meu braço. Olhei para o lado, fitando o que havia dentro do manto mais uma vez e me surpreendendo ao notar que já não sentia mais dor.
-Sim.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Fazendo Poesia


Estranho o teu Cristo, Rio
Que olha tão longe, além
Com os braços sempre abertos
Mas sem proteger ninguém
Eu vou forrar as paredes
Do meu quarto de miséria
Com manchetes de jornal
Pra ver que não é nada sério
Eu vou dar o meu desprezo
Pra você que me ensinou
Que a tristeza é uma maneira
Da gente se salvar depois