'Cause... is not easy.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
the broken clock is a confort
Eu costumo não colocar meus amigos em patamares. Pra mim não existem ‘melhores amigos’ e só amigos. Existem apenas aqueles que, de alguma maneira, sempre sabem o que fazer e aqueles que me conhecem bem demais. Duas coisas completamente diferentes, ao meu ver. O amor que eu sinto por cada um deles é igual, aqueles que passaram uma vida comigo e aqueles que acabaram de chegar. Mas hoje eu descobri que tem uma grande diferença entre os outros amigos e você. Não de uma maneira boa, ou especial. Não. Porque você sempre, sempre, sabe o que fazer pra me fazer sentir mal, miserável. Você sempre sabe em que ferida aberta mexer, que palavras usar pra me deixar despedaçada, e você sabe disso. E isso me deixa doente, me faz sentir horrível, por dentro e por fora, porque eu não consigo fazer você sentir o mesmo. Não por falta de argumentos, mas por falta de vontade. Porque eu não gosto, eu odeio ver você triste. Você é fútil, egoísta, orgulhosa e arrogante. Às vezes eu queria que você calasse a boca e me deixasse falar, me deixasse explicar o que eu queria que você entendesse de uma vez por todas - que você ao menos tentasse me entender. To tão cansada de me sentir mal por causa disso, de você. Tão cansada de passar dias e noites mal, me culpando por algo que sequer fiz. Cansada de sentir dor como to sentindo agora, de me sentir insignificante. Eu odeio isso, odeio o modo como você me trata, como joga as coisas na minha cara. Me odeio por saber que é culpa minha, que eu poderia ter evitado cada lágrima que derramei por sua causa, por cada briga estúpida. Me odeio mais ainda por saber, por admitir a cada maldito dia, que, caso eu simplesmente sumisse da sua vida e jogasse nossa amizade no lixo, eu me arrependeria a cada segundo.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
haviam seis cubos de açucar, ela notou,perfeitamente alinhados
Com cinco tiros no peito e seus tantos graus de miopia, John me perguntou porque estava triste. Respondi que apenas não havia nascido para ser feliz e ele riu.
sábado, 14 de maio de 2011
Cansada
De tudo. De me sentir sozinha, de chorar por nada, de me sentir insignificante toda hora... cansada de sentir medo de dizer como me sinto pras pessoas.Cansada de ser quem eu sou, porque é ISSO que me atrapalha, é isso que me faz ser esse peso morto estúpido. Ta tão difícil respirar, até isso me faz sentir dor.
domingo, 24 de abril de 2011
24/04/2011
"Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades... Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei... Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser... Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro... Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer. Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito! Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre! Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter! Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram. Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências... Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer! Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar! Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar, sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade. Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que... não sei onde... para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi... Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades. Em japonês, em russo, em italiano, em inglês... mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota. Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados... para contar dinheiro... fazer amor... declarar sentimentos fortes... seja lá em que lugar do mundo estejamos. Eu acredito que um simples "I miss you" ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades... Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis! De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência..."
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer. Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito! Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre! Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter! Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram. Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências... Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer! Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar! Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar, sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade. Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que... não sei onde... para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi... Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades. Em japonês, em russo, em italiano, em inglês... mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota. Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados... para contar dinheiro... fazer amor... declarar sentimentos fortes... seja lá em que lugar do mundo estejamos. Eu acredito que um simples "I miss you" ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades... Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis! De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência..."
(Saudades, Clarice Lispector)
sábado, 16 de abril de 2011
Óculos Mágicos
Certa vez assisti um filme, com um ator cujo o nome não lembro agora e um garotinho realmente adorável. Esse garotinho tinha acabado de perder os pais e esse cara acabou ganhando essa companhia pequena de presente, mesmo relutando muito no começo. E acontece que esse menininho era realmente inseguro com as pessoas a sua volta, com medo de tudo, do mundo. Então esse tio, é, esse cara interpretado pelo ator famoso que eu não lembro o nome, deu um par de óculos velhos pro garotinho assustado dizendo que eram mágicos; dizendo que quando ele os colocava, ficava invisível aos olhos das pessoas e que ele não precisava mais ter medo de nada nem ninguém porque, para o resto do mundo, era como se ele não estivesse ali -como se não existisse. Foi um gesto bobo, coisa que costumamos ver em uma comédia dramática, mas eu achei tão bonito. Achei bonita a atitude de ajudar alguém que ele mal conhecia, mas que já havia aprendido a amar e achei bonito o modo como o garoto parecia orbitar em torno dele, o modo como confiava naquele adulto desajeitado e beberrão de cerveja. Era engraçado de se ver o garotinho com aquela armação enorme no rostinho tão pequeno confiante de que tudo estava bem. E a verdade é que já assisti esse filme uma tantas vezes e não consigo deixar de imaginar como seria estar invisível pro resto do mundo. Num mundo onde a perfeição é a unica coisa que, de fato, importa. Um mundo onde você é aceito pelo que você aparenta ser e não pelo que você é na real. Na minha enorme lista de desejos agora 'ta rabiscado que eu gostaria de ser invisível por um dia, pelo menos para certas pessoas. Não existir por algum curto espaço de tempo e deixar tudo de lado, o medo constante do nada e do tudo, de falhar com aqueles que me importam. Poder andar por aí, ou simplesmente fazer nada, mas sempre consciente do que acontece a minha volta. Observar tudo como alguém que vê um filme em uma tela grande, se dando ao luxo de observar cada cena com atenção; sem perder qualquer movimento, qualquer palavra, sem o medo de ser descoberta e parecer louca. Cada sorriso e cada lágrima refletidos nas lentes dos meus óculos mágicos e gravados na minha retina, saboreando a sensação de ser uma intrusa bem sucedida e um tanto sacana por um dia inteiro.
I lit the match that burned the bridge
Ela costumava ser bonita com seus sorrisos de raio de sol. O cabelo bagunçado e meias listradas nos pés, sem realmente se importar com o que havia lá fora. Era uma bagunça constante o modo como vivia, como pensava. Costumava trocar palavras sem perceber e tropeçar nos próprios pés, mesmo não estando distraída, era apenas ela mesma, aprendendo a viver como podia. Tinha seus momentos tristes com lágrimas com gosto de soro e haviam aqueles alegres, momentos em que não se preocupava com mais nada. Com suas dores e seus amores saídos de dentro de um romance desgastado. Era até bonito de se ver o quanto parecia feliz com tão pouco, quase nada. Triste, não existe mais. O sol apagou e só sobrou aquele tom melancólico de cinza, descolorindo tudo devagar, desbotando suas meias gradualmente, com sorrisos de tristeza e solidão. Uma vida tão bonita à mercê de um mundo tão mesquinho e louco, em escalas deprimentes de preto e branco.
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