Vou te contar um segredo. Eu costumo exagerar nas coisas que faço, mas principalmente em tudo o que sinto. Posso ser realmente competitiva quando quero, e quando não gosto de alguém não existe coisa ou pessoa no mundo que me faça mudar de ideia. Quando eu sinto medo, fico aterrorizada de verdade e talvez até deixe de dormir por isso. Eu faço pé firme quando acredito em algo, e se quiser mudar minha opinião tem que ser muito convincente. Quando faço um amigo, assumo um compromisso - e não importa quanto tempo passemos sem nos ver, eu sempre vou estar aqui pra ele. Não tenho vergonha de admitir que me jogo de cabeça no que quero. Pode não ser saudável, mas gosto de pensar que é uma maneira de não desistir fácil das coisas que são importantes pra mim. Justamente por não fazer nada pela metade, é importante dizer que, quando eu sinto saudades, é sufocante ter de lidar com ela - como se nada fosse capaz de suprir com essa necessidade da presença. E talvez, só talvez, seja desnecessário dizer que, quando eu amo, eu amo; sem medo ou arrependimentos, apenas me entrego.