Mas quando você pergunta se está com frio, ele apenas revira os olhos e sorri.
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Ele sabe que é bom em muitas coisas, e talvez por isso seja tão difícil de acreditar quando você diz que cozinhar não é uma delas. Então você se contenta em observar, sorrindo como um gato que comeu um canário, enquanto ele se atrapalha ao redor da cozinha, deixando um rasto de sujeira e bagunça como prova de sua total incompetência como chef. Por um minuto você considera a possibilidade de ficar brava, mas foi apenas o tempo de que ele precisou para deslizar sorrateiramente até você e esmagá-la em um abraço quente, repleto de farinha e molho de tomate..
A bagunça não importa mais (há suco de tomate nas paredes e uma massa grudenta no ventilador de teto) – você só consegue pensar que não existe qualquer outro lugar no mundo onde deseja estar.
Quarenta minutos mais tarde, ainda não tomaram banho, e o entregador de pizza não tem muita certeza de que vocês podem pagar pela comida.
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Ele é seu melhor amigo, e você ama o modo como ele sorri e te abraça, mas principalmente como te faz feliz sem precisar de muito. Você ama estar em seus braços e ama a sensação de não precisar de mais nada ou ninguém quando está com ele. E então descobre que ama poder alimentar o mundo, mas – de uma forma inexplicável – ama muito mais o fato de não precisar de mais que uma frase mal articulada de cinco palavras pra dizer o que está sentindo.
-Eu acho que amo você.
Ele sorri. Você está em seus braços novamente e ele não compartilha o seu sentimento por palavras, mas em cinco segundos vai demonstrar o quanto te ama – com a boca procurando ansiosamente pela sua.